terça-feira, 9 de setembro de 2014

"A gente complica demais a vida com as pequenas preocupações"







 A preocupação gera ansiedade, a ansiedade gera sofrimento, o sofrimento gera sentimento ruim e negativo, o sentimento ruim e negativo gera dor, a dor gera lágrima, a lágrima gera melancolia, a melancolia gera tristeza, a tristeza gera solidão, a solidão gera ferida, a ferida gera cicatriz, a cicatriz gera mágoa, a mágoa gera um buraco escuro dentro da alma. É um ciclo sem fim e só quem pode cortá-lo é você mesmo.

Ninguém disse que é fácil romper ciclos e fazer mudanças definitivas. O processo é longo, o trabalho é árduo e muitas vezes doloroso. Você está condicionado a agir de uma determinada forma durante um determinado tempo. Não é simples pegar uma tesoura e cortar todos os males e medos pela raiz. Se assim fosse os divãs não estariam sendo disputados a tapa.

Temos que aprender que a vida é para ser simples e boa. Sem tanto rancor, sem tanta revolta, sem tanta disputa. Há muito para conhecer, há tanto para aprender, há inúmeras formas de trocar um pensamento ruim por um bom. Quando algo que você não quer surgir na sua mente modifique na hora esse pensamento. Não dê corda, trela ou faça sala para ele, senão você sabe: ele chama toda a família para passar uma temporada na sua cabeça. E ninguém precisa conviver com um time de antipáticos fazendo farra, falando alto e tirando o seu sossego.


Só porque uma coisa não aconteceu da forma que você queria não quer dizer que ela não seja positiva e traga bons ensinamentos. A gente aprende com tudo que acontece, por mais que agora você acredite que esse perrengue todo é terrível, que você está sofrendo por demais, que sua vida está um lixo. Espere, respire, inspire, transpire, faça uma imersão nessa loucura, nesse desgaste, nessa dor, nessa onda forte. Depois você vai olhar para trás e perceber que sobreviveu, saiu mais forte, é valente, corajoso, tem fibra, garra e é capaz de superar qualquer dificuldade.

Nada é tão difícil quanto se apresenta num primeiro momento. E tudo, tudo tem um jeito. Mas entenda: nem sempre é o seu jeito. A gente vai se adaptando ao que a vida nos apresenta. Só que a escolha sempre será minha, sua ou nossa. Isso ninguém nos tira."

— Clarissa Corrêa.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O QUE É A PSICOFÍSICA ?







Uma breve introdução à Psicofísica 

Experimente, faça essa pergunta a qualquer aluno de graduação em Psicologia. A grande maioria lhe responderá com outra interrogação, dessa vez no próprio rosto. Caso você pergunte se tiveram alguma disciplina ou mesmo uma simples aula sobre esse tema, é provável que a resposta seja não. Talvez você receba um não meio desconfiado, porque pensamentos como os que seguem serão comuns: “Será que isso é importante? Tomara que eu não tenha que aprender isso, pelo nome terei que fazer contas, escolhi Psicologia pra fugir da matemática, já basta ter estatística e ainda mais essa... Como é o nome mesmo? Psicofísica...”
Mais um teste. Pergunte ao mesmo aluno se ele sabe quando a Psicologia começou a ser reconhecida como ciência. A resposta será em uníssono: em 1879 com Wilhelm Wundt e a inauguração de um laboratório de psicologia experimental em Leipzig na Alemanha. Se nem isso eles souberem responder, é sinal que o ensino de Psicologia em nossas universidades e faculdades anda mal, muito mal... Mas isso é assunto para outro dia.
Voltando ao nosso assunto: o laboratório de Wundt permitiu que a Psicologia se separasse da Filosofia e fosse reconhecida como ciência com a introdução de noções como quantificar e mensurar. Até então a Psicologia limitava-se aos fenômenos da consciência e esta era considerada inacessível do ponto de vista científico. Até o famoso filósofo e matemático René Descartes afirmou que a consciência não podia ser estudada com métodos reconhecidamente científicos, como ocorria nos campos da Física, da Biologia e da Química. Mas como Wundt conseguiu superar essa dificuldade e investigar a relação entre a mente/consciência e o mundo físico/material?
A resposta é: graças à Psicofísica. Esta disciplina estuda a relação entre os estímulos físicos (por exemplo, a luminosidade de uma sala, o peso de um objeto) e a experiência sensorial, isto é, uma dimensão psicológica (quão clara a sala está e quão pesado é o objeto para você). E foi com experimentos com base psicofísica, que Wundt empreendeu esforços para dividir os processos mentais em seus componentes mais básicos.
Entretanto, não foi Wundt que iniciou essa maneira de investigar os fenômenos mentais. Os primeiros experimentos psicofísicos, principalmente sobre a sensação tátil, foram realizados por Ernst Heinrich Weber, professor de anatomia e fisiologia da Universidade de Leipzig. Isso mesmo, a mesma de Wundt. Numa época sem a rede mundial de computadores, estar próximo de grandes cientistas era fundamental para que boas idéias fossem fomentadas e desenvolvidas. Apesar dos estudos de Weber, o começo da Psicofísica é creditado à Gustav Theodor Fechner, um médico nomeado como professor de Física na Universidade de... não preciso dizer qual era, não é mesmo?

Fig 1. Da esquerda para a direita: Ernst Heinrich Weber (Imagem retirada do site:http://en.academic.ru/dic.nsf/enwiki/391300), Gustav Theodor Fechner (Imagem retirada do site: http://en.wikipedia.org/wiki/Gustav_Fechner) e Wilhelm Wundt (Imagem retirada do site: http://www.psych.upenn.edu/history/cattelltext.htm).
 Fechner sonhava em descobrir uma equação que relacionasse o aspecto psíquico e o aspecto físico da realidade. Dessa maneira, acreditava que eliminaria o dualismo mente-corpo. Fechner conhecia os estudos de Weber e mais tarde reconheceu sua importância para a Psicofísica, inclusive o que hoje denominamos Lei de Fechner, foi por ele chamada Lei de Weber.
Atualmente, a International Society of Psychophysics (ISP)  organiza um congresso anual sobre Psicofísica, conhecido como Fechner Day . Este sempre ocorre em outubro e sempre que possível no dia 22 deste mês. Segundo os relatos, foi na manhã deste dia no ano de 1850, que Fechner concebeu a Psicofísica. Dez anos mais tarde, ele publicou “Elemente der Psychophysik”, o livro seminal desta disciplina. Este ano o Fechner Day ocorreu entre os dias 19 e 22 de outubro em Pádua na Itália e comemorou os 150 anos de publicação desse livro.
Desse modo, pode-se afirmar que a Psicofísica precede a Psicologia. A Psicofísica é, portanto, a primeira e mais antiga disciplina no amplo campo da Psicologia Experimental.  Infelizmente, o ensino da Psicofísica ou é negligenciado ou é totalmente ignorado nos cursos de graduação em Psicologia. Por isso, a maioria dos graduandos não sabe responder à pergunta que dá nome a este texto. Triste situação.
Embora as pessoas que a estudem não sejam numerosas, nestes 160 anos a Psicofísica se desenvolveu bastante, surgiram idéias e conceitos importantes e foram desenvolvidos métodos de mensuração para campos da ciência tão diversos como cartografia, ergonomia, criminologia e educação física. Além disso, encontra-se a Psicofísica aplicada em avaliação de comidas e bebidas, desenvolvimento de perfumes, avaliação de dor e diagnósticos médicos. Como se pode notar é um assunto amplo e não houve a pretensão de esgotá-lo. O objetivo era situar a Psicofísica dentro do campo da Psicologia e as leis e os métodos psicofísicos serão abordados futuramente.
Se você quer estudar a percepção e o modo como a realidade à sua volta é construída, então a Psicofísica não pode ser ignorada. E mais, deve ser estudada e compreendida.


Leonardo Gomes Bernardino
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Gostou? Quer ler mais? 
  • Gescheider, G. (1997). Psychophysics: the fundamentals (3rd ed.).Lawrence Erlbaum Associates.
  • Schiffman, H. R. (2005) Psicofísica. In: H. R. Schiffman, Sensação e Percepção (pp. 17-33). Rio de Janeiro: LTC.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

SÍNDROME DO NINHO VAZIO: COMO SUPERAR A SAUDADE QUANDO OS FILHOS SAEM DE CASA







A história se repete em muitos lares: o filho cresce, amadurece, torna-se independente e toma a decisão de morar sozinho. Esse é o rumo natural da vida, mas, mesmo sabendo disso, é difícil superar a falta.

Tristeza, depressão, sentimento de inutilidade e saudade. Esses e outros sintomas caracterizam a Síndrome do Ninho Vazio, que atinge as mães – e, muitas vezes, até mesmo os pais – quando seus filhos batem as asas e saem de casa.

Síndrome do Ninho Vazio se caracteriza pelo sentimento de solidão, vazio, tristeza, irritação e depressão sentidos pelos pais quando um filho deixa o lar, rumo a uma vida mais independente. Essa Síndrome atinge mais as mulheres e elas muitas vezes se sentem abandonadas. 

É natural em algum momento da vida os filhos saírem de casa, seja porque vão se casar, ou porque vão cursar a universidade em outra cidade ou país, etc. Isso deveria ser comemorado pelos pais, mas nem sempre isso acontece. Muitas vezes isso se torna um pesadelo. Por não conseguir lidar com isso, o sentimento de saudade acaba ganhando proporções prejudiciais à vida de quem fica. 

A saudade pode virar depressão, crises de ansiedade, angústia, problema psicossomáticos que antes não existiam. A emoção pode ser transformada em dor. É comum as pessoas transferirem a tensão do estresse para o músculo, nas costas, e isso por mais que seja psicológico, causa dor. E a dor é real. 

É uma fase complicada principalmente para mulheres que passaram toda a sua vida dedicando-se exclusivamente aos filhos, quando eles vão embora, elas perdem o chão, sentem um vazio, uma perda de si mesma. 

O primeiro passo a ser tomado é reconhecer a situação. O segundo é aceitá-la. E aí começar uma nova etapa da vida, descobrindo o que dá prazer, pode ser estudar, dançar, ler livros, sair, viajar, costurar, fazer cursos, voltar a trabalhar, fazer trabalhos voluntários, ampliar a rede social, aprender a usar a Internet, fazer atividades físicas, retomar a fazer o que antes dava prazer, existe uma infinidade de coisas, basta a pessoa ficar aberta e disposta. 

Nada vai substituir a saída dos filhos, mas é preciso entender que a fase da vida mudou e se a pessoa não buscar outras fontes de prazer ela pode desenvolver muitas e até um somatório de doenças. Não é para ignorar os sintomas, mas sim aceitar a dor, aceitar a saída do filho, se adaptar a essa mudança e dar novos sentidos para a vida. 

Conversar com outros pais que já passaram pela mesma situação pode ajudar. É um peso muito grande que você dá ao seu filho a responsabilizá-lo pela sua felicidade. O importante é que a mãe ou pai tire o foco da ausência do filho. 

Se nada disso adiantar e a dor não passar, é importante que a pessoa procure um tratamento psicológico, fazendo terapia pelo menos uma vez por semana e talvez até tomar algum medicamento para alívio dos sintomas que um Psiquiatra pode receitar. Pode também procurar ajuda de remédios naturais, mas sempre indicados por um médico. 


IMPORTANTE: As informações contidas neste artigo são apenas para referência, não devendo ser usadas para automedicação ou autodiagnóstico. Se você estiver com algum problema de saúde, qualquer tipo de sofrimento, algo que está prejudicando sua vida, procure um médico.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/22399/sindrome-do-ninho-vazio#ixzz3BWbaHUvL


quarta-feira, 14 de maio de 2014

TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR


 O Transtorno Bipolar (TB) é caracterizado por alterações de humor que se manifestam como episódios depressivos alternando-se com episódios de euforia (também denominados de mania), em diversos graus de intensidade. É uma condição médica freqüente. O TB tipo I, que se caracteriza pela presença de episódios de depressão e de mania, ocorre em cerca de 1% da população geral. Considerando-se os quadros mais brandos do que hoje se denomina “espectro bipolar”, como o Transtorno Bipolar tipo II (caracterizado pela alternância de depressão e episódios mais leves de euforia - hipomania), a prevalência pode chegar a até 8% da população. Assim, estima-se que cerca de 1,8 a 15 milhões de brasileiros sejam portadores do TB, nas suas diferentes formas de apresentação.

A base genética do TB é bem estabelecida: 50% dos portadores apresentam pelo menos um familiar afetado, e filhos de portadores apresentam risco aumentado de apresentar a doença, quando comparados com a população geral.
O TB acarreta incapacitação e grave sofrimento para os portadores e suas famílias. Dados da Organização Mundial de Saúde, ainda na década de 1990, evidenciaram que o TB foi a sexta maior causa de incapacitação no mundo. Estimativas indicam que um portador que desenvolve os sintomas da doença aos 20 anos de idade, por exemplo, pode perder 9 anos de vida e 14 anos de produtividade profissional, se não tratado adequadamente.
A mortalidade dos portadores de TB é elevada, e o suicídio é a causa mais freqüente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio ao menos uma vez em suas vidas e 15% efetivamente o cometem. Também doenças clínicas como obesidade, diabetes, e problemas cardiovasculares são mais freqüentes entre portadores de Transtorno Bipolar do que na população geral. A associação com a dependência de álcool e drogas não apenas é comum (41% de dependência de álcool e 12% de dependência de alguma droga ilícita), como agrava o curso e o prognóstico do TB, piora a adesão ao tratamento e aumenta em duas vezes o risco de suicídio.
O início dos sintomas na infância e na adolescência é cada vez mais descrito e, em função de peculiaridades na apresentação clínica, o diagnóstico é difícil. Não raramente as crianças recebem outros diagnósticos, o que retarda a instalação de um tratamento adequado. Isso tem conseqüências devastadoras, pois o comportamento suicida pode ocorrer em 25% dos adolescentes portadores de TB.
O tratamento adequado do TB reduz a incapacitação e a mortalidade dos portadores. Em linhas gerais, inclui necessariamente a prescrição de um ou mais estabilizadores do humor em associação (carbonato de lítio, ácido valpróico/valproato de sódio/divalproato de sódio, lamotrigina, carbamazepina, oxcarbazepina). A associação de antidepressivos (de diferentes classes) e de antipsicóticos (em especial os de segunda geração como risperidona, olanzapina, quetiapina, ziprasidona, aripiprazol) pode ser necessária para o controle de episódios de depressão e de mania.
Fonte: Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

As Cinco Fases do Luto – Kübler-Ross


A reação psíquica determinada pela experiência como a morte foi descrita por Elisabeth Kübler-Ross tendo cinco estágios:

1. Negação e Isolamento: são mecanismos de defesa temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

2. Raiva: surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento. Nessa fase a pessoa expressa raiva por aquilo que ocorre, geralmente essas emoções são projetadas no ambiente externo, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.

3. Barganha: acontece após a pessoa ter deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu. Nessa fase busca-se fazer algum tipo de acordo de maneira que as coisas possam voltar a ser como antes. Começa uma tentativa desesperada de negociação com a emoção ou com quem achar ser o culpado de sua perda. Promessas, pactos e outros similares são muito comuns e muitas vezes ocorrem em segredo.

4. Depressão: Nessa fase ocorre um sofrimento profundo. Tristeza, desolamento, culpa, desesperança e medo são emoções bastante comuns. É um momento em que acontece uma grande introspecção e necessidade de isolamento, aparece quando a pessoa começa a tomar consciência de sua debilidade física, já não consegue negar as condições em que se encontra atualmente, quando as perspectivas da perda são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda.

5. Aceitação: nesse estágio a pessoa já não experimenta o desespero e não nega sua realidade. As emoções não estão mais tão à flor da pele e a pessoa se prontifica a enfrentar a situação com consciência das suas possibilidades e limitações. Claramente o que interessa é que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz e com dignidade, mas a aceitação não deve ser confundida com um estágio feliz, ela é quase destituída de sentimentos.

Kübler-Ross originalmente aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido até o divórcio, qualquer mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios. Também alega que estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem, nem todos são experimentados pelas pessoas, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois.

Fonte: Psicologia

TRAIÇÃO - COMO LIDAR COM ISSO

É muito dolorido, sofrido como uma pancada emocional. Para superar uma traição devemos saber muito bem quem somos, quais nossas prioridades, quais nossos valores e do que podemos abrir mão. Podemos fazer a autoanalise mas também podemos contar com um profissional.

Traição é como um vaso que se quebrou...

...pode ser colado novamente, mas sempre haverá marcas. A traição pode levar uma pessoa à depressão instantaneamente.

Não imaginamos que seremos traídos. Somos otimistas, ainda bem, pois se fossemos tão pessimistas, ou até mesmo realistas como alguns defendem, não entraríamos em nenhum relacionamento. As estatísticas estão aí para nos assustar: 70% dos homens e 40% das mulheres traem. Se eu dissesse para você que há 70% de chance de um determinado edifício cair tenho certeza que jamais você passaria perto de tal edifício. Mas continuamos, aliás, desejamos ter relacionamentos. Sofremos quando estamos sós. E este deve ser o motivo: a solidão também assusta, e por mais que doa ser traído sempre há uma chance de não acontecer, também há a chance de talvez não doer tanto, ou até mesmo de nunca sabermos que aconteceu. Mas quando acontece...

Porque dói tanto ser traído

A dor vem de vários sentimentos. A decepção com a outra pessoa, pois passamos a perceber que não a conhecíamos tão bem como pensávamos. A raiva de nós mesmos, pois pensamos que de alguma forma somos responsáveis. Pensamentos sobre nunca mais encontrar alguém que possa ser fiel aparecem com a traição e tornam a vida um tormento. Perdemos a esperança de sermos felizes novamente.

A pessoa traída se compara com o outra pessoa que foi objeto de traição, e se não sabe quem é pior ainda, pois sua imaginação o faz sentir muito inferior, feio, sem graça, menos inteligente que qualquer outra pessoa no mundo.

De quem é a culpa da traição?

De quem traiu. Não concordo com os defensores da teoria de que se um traiu é porque o outro era exigente, carente ou sei lá que defeito tenha. A traição é uma quebra de contrato. Foi combinado que isso não aconteceria, neste contrato nunca existe a cláusula “caso um se torne chato demais o outro terá o direito de traí-lo”. Dizer que foi obrigado a trair, que não teve saída... é balela! Traiu porque optou ou porque não soube segurar seus impulsos.

O que a psicoterapia pode fazer em caso de traição

Quando um psicólogo recebe a pessoa que sofreu a traição trabalha em primeiro lugar o fortalecimento de sua identidade como pessoa. Identifica a possibilidade desta pessoa se sentir culpada e a trabalhamos com a meta da superação desta auto- culpa . O psicoterapeuta trabalha no sentido de ajudar a pessoa a identificar quais são seus valores mais profundos, o que ela acredita e por quais pontos quer e precisa fortalecer em sua vida.

Jamais o psicólogo induz a qualquer decisão. Se esta pessoa romperá ou manterá este relacionamento dependerá exclusivamente de seu paciente. Não há verdades únicas e cada um tem seu estilo e características de vida. Caso o paciente decida romper o relacionamento o psicoterapeuta ajudará em sua reconstrução no sentido de abrir novas possibilidades de atividades e até de novos relacionamentos quando for o momento certo.


Caso o paciente decida manter o relacionamento o psicólogo ajudará a renovar a comunicação entre eles de forma a reconstruir a confiança.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Casamento é a dois! Não permitam intromissões...


Alguém certamente já ouviu alguém dizer que não é bom morar muito perto da sogra para que ela não viva na sua casa. Isso tem algum fundamento? Sim. Muitos sogras e sogros acabam por causa da proximidade, frequentando em demasia a casa dos filhos ou filhas e desta forma causando desconforto para o casal. Não é à toa que a Bíblia diz para não pisarmos de mais na casa do nosso próximo para que ele não se enfade de nós. E isso vale também para os sogros e sogras.

Muitos motivos de brigas entre os casais, são as influências da família do cônjuge no casamento. São os famosos palpites de sogra e sogro. Há testemunhos de casais  que  separaram por esses motivos.


A Bíblia é bem clara em relação a influencia dos pais no casamento. Em Gn 2.24 lemos: “"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." Observe que a Bíblia diz que os dois devem se tornar uma só carne, e não os quatros ou os seis (esposo, esposa, pai, mãe, sogro e sogra). A Bíblia não dá espaço para mais ninguém, além de marido e mulher.

 
Esse versículo instrui três coisas:


  1. O deixar é geográfico: marido e esposa não podem morar na casa dos pais. Isso inclui morar nos fundos - é a mesma coisa.Morar com os pais, abre espaço para que eles dêem palpites no casamento, além da autoridade da casa estar sobre o dono da casa, e não do marido;
  1. O deixar é emocional: ninguém consegue caminhar com uma nova família, preso a antiga. É preciso se desligar! Não quero com isso  instruir que devam deixar de honrar pai e mãe, mas os laços sentimentais devem estar mais fortes com a esposa, do que com a mãe e o pai. Se tiver que escolher entre seus pais e sua esposa, deve escolher pela sua esposa;
  1. O deixar significa ser financeiramente independente: Se ficarem dependentes dos pais, podem abrir a porta para a intromissão deles, pois vão achar que por estarem ajudando financeiramente, tem o direito de governar suas vidas. Caso tenham dificuldades e precisem da ajuda, deixem bem claro aos pais, que vocês continuam independentes.
Mas quero aqui ampliar essa questão da intromissão, não limitando somente aos sogros, sogras e demais familiares, mais quaisquer outras pessoas. Quando nos tornamos muito dependentes seja lá de quem for, amigos, pastores, conselheiros... estes podem se achar no direito de governar nossas vidas. Por isso o casal tem que procurar ao máximo resolver as suas questões matrimoniais sozinhos. Eventualmente, um conselho ou outro podem ser bem vindos, postos sempre à luz das Escrituras, sob oração. 

É preciso que o casal tenha consciência que na verdade não existe um modelo de família certo, mas existe o novo modelo de família que deve ser construído somente entre marido e esposa. É o casal que deve decidir isso. E quando há interferência demais de terceiros querendo ditar normas ou padrões para a vida do casal, isso acaba gerando conflitos sérios.


Às vezes pode ser difícil evitar a intromissão dos pais, principalmente, e de outras pessoas no casamento, mas é necessário colocar limites para o bem estar do próprio casal. Precisamos às vezes, depender o mínimo possível, ou depender de forma alguma, para evitar tais intromissões. Muitas vezes alguém nos ajuda de alguma forma, emprestam um bem, fazem um favor e acham que por causa disso tem o direito legal sobre a vida do casal. E não é assim que a coisa funciona. Quem ajuda deve fazê-lo de coração e não com pretexto para intromissões.


Devemos pois ter uma postura firme e ao mesmo tempo amorosa com nossos pais ou quem quer que seja. Sobre os pais, nunca devemos deixar  de honrá-los,  mas nunca permitir intromissões.





segunda-feira, 31 de março de 2014

10 HÁBITOS DE CASAIS FELIZES

Casamentos não são simples. Às vezes é necessária paciência e várias concessões para que as coisas caminhem bem. Mas afinal, o que é preciso para se ter um relacionamento feliz? Se você um cara que se preocupa com a qualidade da relação e trabalha para melhorar seu casamento, “pode aprender muito observando o comportamento de casais felizes”, é no que acredita o psicólogo Dr. Mark Goulston, do Psychology Today.
Separamos 10 dicas do psicólogo que ajudarão a melhorar a qualidade do seu casamento. Confira!
#1 Vão para a cama ao mesmo tempo - Algo comum no início do casamento, é preciso se atentar para que esta prática não se perca. Irem para a cama juntos é um símbolo forte de cumplicidade. Não importa se um de vocês dois sairá da cama mais cedo. O importante é o ato de dividirem este momento.
#2 Cultivar interesses comuns - Depois que a paixão inicial se acalma, é normal perceber que vocês tem poucos interesses em comum. Isto, porém, não minimiza a importância das atividades que você podem fazer juntos. Se os interesses comuns não estão presentes, casais felizes os desenvolvem. Ao mesmo tempo, não se esqueça de cultivar interesses próprios, isso irá torna-lo mais interessante para sua parceira.
#3 Andar de mãos dadas ou lado a lado - Caminhas lado a lado ou de mãos dadas, é criar e fortalecer vínculos. Para as mulheres é muito desconcertante quando o marido sai andando na frente ou caminha mais devagar querendo ficar para trás. Não deixe que o tempo e a rotina tirem de vocês este hábito tão comum durante o período do namoro. Casais felizes conversam, admiram a paisagem, juntos.
#4 Crie padrões de confiança e perdão - Criar estes padrões ajudará a evitar alguns incômodos ao longo do casamento. Casais felizes quando se desentendem conversam e confiam um no outro e perdoam, se for o caso, ao invés de criar um ambiente de relutância de desconfiança.
#5 Concentre-se nos pontos positivos de sua parceira -  Se você começar a procurar defeitos em sua esposa, é certo que encontrará. O mesmo acontece com as qualidades. Tudo depende do que você procura! Casais felizes preferem observar e acentuar as qualidades um do outro e isso os ajuda a lidar com os defeitos.
#6 Se abracem ao se encontrar - Nossa pele tem memória, e ela guarda o "bom toque" (amado), "mau toque" (abusado) e "sem toque" (negligenciado). O contato proporcionado por um beijo rápido não é suficiente para ativar esta “memória”. Casais que dizer “olá” com um abraço mantém sua pele impregnada pelo "bom toque".
#7 Diga "eu te amo" e "Tenha um bom dia" todas as manhãs - Esta é uma ótima maneira de ajudar sua parceira a lidar com tranquilidade com toda a correria e stress do dia a dia, como engarrafamentos, problemas no trabalho, etc.comprar um pouco de paciência e tolerância que cada parceiro estabelece a cada dia para os engarrafamentos de batalha, longas filas e outros aborrecimentos.
#8 Dizer "Boa noite", todas as noites, independentemente de como você se sinta - Isto diz a sua parceira que, independentemente de quão chateado você esteja com ela, você ainda quer estar na relação. Dizer boa noite, mesmo chateado, é o mesmo que dizer que a relação de vocês é maior do que qualquer incidente.
#9 Verifique como está sendo o dia dela - Dê um jeito de conversar com ela em algum momento ao longo do dia para saber como vão as coisas. Esta é uma ótima maneira para estar em sintonia e ajustar suas expectativas. Se ela estiver em um dia terrível, você estará pronto para acolhê-la quando chegar em casa.
#10 Tenha orgulho de ser visto com ela - Casais felizes têm o prazer de serem vistos juntos e estão frequentemente em algum tipo de contato afetuoso. Quando se está seguro quanto ao que sente, o homem não tem vergonha de demonstrar seu afeto publicamente, já que isso é expressão de sua realização e felicidade.
Fonte: areaH

sexta-feira, 28 de março de 2014

O que é resiliência ?


Os resilientes são aquelas pessoas que passam por dificuldades, como todo mundo, só que a reação deles não é igual a de todo mundo, com eles a coisa é diferente, por mais fortes e traumáticas que sejam as dificuldades, eles superam.
O resiliente é aquele que, mesmo quando perde o emprego, morre o amigo, a esposa pede o divorcio, repete na escola, ainda assim, ele continua lá, firme e forte, ele não se deixa derrubar.


E você se pergunta: “Como esse cara consegue?”. Ele consegue porque é resiliente.
Resiliência é um atributo da personalidade, que pode ser desenvolvido.
Posso aprender resiliência?
Se você não nasceu resiliente, se você é do tipo que se abate até porque não te convidaram pra festa que nem queria ir, se abate até com o vizinho que  não te cumprimentou, ainda assim dá pra desenvolver resiliência, dá pra aprender a ser flexível e superar.
Diante dos problemas ocorre sempre uma desintegração psíquico-emocional.
Para encontrar novas formas de lidar com a vida, existem sete fatores importantes:
Estes sete fatores foram selecionados por serem bem concretos, e podem ser aprendidos no processo terapêutico.


Os fatores da resiliência são:
Administração das Emoções é a habilidade de se manter sereno diante de um problema. E também a capacidade de usar as pistas e “ler” as outras pessoas, pra saber o que fazer.
Controle de Impulsos , não se deixar levar impulsivamente por uma emoção.
Otimismo . É a crença de que as coisas podem melhorar. É esperança e, convicção na capacidade de controlar o seu destino.
Análise do Ambiente . É a capacidade de identificar as causas dos problemas, isso permite que a pessoa se coloque num lugar seguro. Saber identificar quando é hora de falar e quando é hora de calar.


Empatia significa a capacidade de compreender os estados psicológicos dos outros (as emoções e sentimentos) e saber como agir com as pessoas.
Auto Eficácia , É a crença de que  você consegue resolver seus problemas.
Alcançar Pessoas . É a capacidade de se vincular a outras pessoas, sem receios e sem medo. É a capacidade de se entrosar com a outras pessoas, construir redes de apoio.
Há muito tempo a ciência vem observando certas pessoas, que têm a capacidade de superar as piores situações, e compara com outras que ficam presas, infelizes, na angústia.
Por que certas pessoas são capazes de se levantar mesmo depois um grande trauma e outros ficam no fundo do poço?


Estudos têm mostrado algumas explicações:
- A biologia defende o ponto de vista de que cada ser humano é dotado de um potencial genético que faz com que ele seja mais resistente que outros.
- A psicologia, vê a importância do relacionamento com a família, principalmente na infância, que vai construir a capacidade de suportar crises e suportar essas crises.
- A sociologia diz que a influência da cultura, das tradições é que é importante.
- A teologia vê a necessidade do sofrimento como fator de evolução espiritual: o “dar a outra face”.


Mas não importa a explicação, o que importa é que tem um grupo de pessoas, homens, mulheres, crianças, velhos, que conseguem retomar a vida depois a morte de um filho, a perda de uma parte de seu corpo, a perda do emprego, doenças graves, físicas ou psíquicas, e olha que isso são razões suficientes para acabar com a vida de muita gente.
A resiliência é um termo que vem da física
Se refere a capacidade dos materiais de resistirem aos choques.
Esse termo passou por uma adaptação nas ciências humanas e hoje representa a capacidade de um ser humano de sobreviver a um trauma, a resistência do individuo , não só a resistência física, mas a visão positiva pra reconstruir a vida,
Mas não se é resiliente sozinho, embora a resiliência seja íntima e pessoal. Um dos fatores de maior importância é o apoio, é o acolhimento feito por outra pessoa ou pessoas, e que pode ser também o terapeuta, o psicólogo.


E como que se sabe que a pessoa não foi afetada por um trauma? É quando ela ainda se mostra capaz de amar, de trabalhar e assumir seus direitos e deveres depois de ter acontecido algo muito ruim com ela.
Para se tornar resiliente você pode contar com um psicólogo que vai te ajudar a desenvolver a sua auto-estima e autoconfiança.


O que mais destrói uma pessoa é a descrença, a descrença que vem quando alguém sofre um problema sério, que, pode ser um irmão que só aprontou na vida e agora é você que tem que juntar os cacos, pode ser seus pais que estão doentes e você tem que cuidar deles, pode ser uma doença que apareceu pra você mesmo, , o namorado que deu o fora, a empresa que faliu,, nestas situações a pessoa tende a não ter mais vida, pra todo lado que olha só vê dificuldade e problemas, e não consegue analisar as alternativas de resolução.


Você pode estar pensando... “é isso aí, resiliência é a solução, é disso que preciso”, saiba que o desenvolvimento da resiliência começa pelo aceitar o desafio, onde se reconhece a existência do problema e também se percebe que existem soluções.
A palavra Resiliência vem do Latim. Resilire, que significa recusar, voltar atrás. E na psicologia, significa voltar ao estado anterior, voltar ao que você era antes dos problemas te pegarem.


Em física Resiliência é a capacidade que um material tem de suportar grandes impactos de temperatura e pressão, se deformar ao extremo, mas pouco a pouco conseguir se recuperar e voltar à sua forma anterior.
Ou seja, resiliência é a capacidade que um material tem de se deformar inteirinho, quase “morrer”, mas depois conseguir ir voltando ao que era antes e se refazer e se reconstruir.
Resiliência X Comportamento
Quando falamos em comportamento, resiliência significa a construção de novos caminhos de vida a partir do enfrentamento de situações muito estressantes ou traumáticas.


Desde os fins dos anos 70 discute-se porque algumas crianças, por exemplo, criadas por pais alcoólatras, não apresentavam problemas de comportamento ou psicológico, mas tinham uma qualidade de vida interessante, e a partir dessas pessoas, naturalmente resilientes, é que começou todo o estudo sobre ao assunto, principalmente pra aprender com essas pessoas, e transmitir, para quem mais precisar, as estratégias certas pra que consigam também ser resilientes.


Existe um ciclo muito triste, a vítima tende a se tornar um agressor, ela passa a ser ela quem agride, e pode acabar em tentativas de suicídio, abuso de álcool ou drogas, depressão, automutilação e isolação, e outros sintomas.
Carlos Drumond de Andrade, uma vez escreveu: “A dor é ineviestável. O sofrimento, opcional”.


Esta é a lucidez do poeta que, do seu modo, ta falando de, Resiliência.
Na neuropsiquiatria existem estudos demonstrando que nosso cérebro tem a capacidade de se modificar continuamente. Ou seja, temos uma capacidade de renovação eterna, podemos melhorar sempre é só saber como usar essa capacidade. E eu faço questão de frisar isso porque tem gente que diz, assim ”agora não dá mais tempo, já to velho” ou então fala assim.. “depois que eu passei por aquele trauma fiquei muito machucado, nunca mais vou me recuperar”, Recupera sim, a ciência ta mostrando que você pode ser uma nova pessoa, é só querer e trabalhar pra isso. Como eu sempre digo, não consegue sozinho? Conte com um psicólogo!


Infelizmente tem gente que acaba se deixando levar de forma passiva, nada saudável, pelos dissabores da vida. A resignação impede a luta contra os problemas,  vira acomodação, e você fica paralisado
A gente diz que essas pessoas sofrem da "Síndrome da Gabriela": "eu nasci assim, eu cresci assim, sempre fui assim. Gabriela, Sempre Gabriela". Lembram da musica?
Ser resiliênte é ser feliz?


Tem gente que acha que superar, enfrentar, é fazer o “jogo do contente”, não é não! Sorrir feito um João Bobo e fazer as pessoas pensarem que esestá tudo bem não resolve problema nenhum.
Outras pessoas são, totalmente, reativas. E só reagido aos outros, são os outros que determinam seu estado de espírito. Se te tratam bem, esestá feliz, se o tratam mal, fica mal, Suas reações são, reclamar e se lamentar.
A revolta é uma das principais características de comportamento do não resiliente, “isso não devia ser assim, o outro devia fazer assim”, revoltado e inconformado cheio de devias e deverias , “porque aquele cara fez aquilo, ele não podia ter feito“.


Desenvolvendo, aprendendo a ser resiliente você aprende a confrontar as situações, enfrentar as tensões, ter desenvoltura, de cada experiência você faz um aprendizado positivo. Ao invés de focar no problema, foca na solução.
Por exemplo: morreu seu cachorrinho, claro que vai ficar triste mas aprende sobre a finitude da vida, Foi demitido, claro que vai ser um choque, mas usa a oportunidade pra arranjar uma colocação melhor ainda porque agora conhece mais do mercado de trabalho.. e por aí vai.
Não é por casualidade que a palavra "desenvolvendo" foi adicionada na frase acima. Todo mundo pode desenvolver resiliência.


A Resiliência não é só um traço de caráter herediestário que você tem ou deixa de ter. É uma conquista pessoal.
Não é à toa que você cresce mais como ser humano justamente nos momentos de dificuldade!


O ser humano precisa enfrentar desafios para testar seus limites. Enquanto você não enfrenta uns desafios você fica medíocre.
Em todas as mudanças do ciclo da vida, mudar de solteiro pra comprometido, de casado pra divorciado, de empregado pra desempregado, em cada mudança é preciso abandonar sua atitudes antigas pra conseguir enfrentar as novas exigências.


Variáveis fundamentais para o fortalecimento da Resiliência: disciplina e autoconfiança
*Disciplina - O problema não e está na realidade, mas na forma como reagimos a essa realidade. O problema não são as coisas que te acontecem, o problema é o que você faz com as coisas que te acontecem.
A gente sabe que não tem como evitar tudo quanto é situação desagradável, que acontece na sua vida na minha na sua, mas, a maneira como você reage a elas é que vai definir o seu sucesso.


*Autoconfiança - Essa é a maior característica do comportamento resiliente. A superação só acontece quando antes de tudo, você acredita em seu potencial, na sua capacidade de agir positivamente.
Outra análise pode ser feita em relação á vida profissional, a baixa Resiliência é a responsável pela saída de muitos profissionais no mundo corporativo, porque nunca, em momento algum, foi tão necessária a capacidade de flexibilização diante das dificuldades. A pessoa que não consegue administrar seus problemas, precisa mudar o foco, precisa ajustar as velas, "resignificar", para que os obsestáculos sirvam como alavanca de seu desenvolvimento profissional.


Antigamente uma pessoa conseguia um emprego, passava  a vida no mesmo emprego, que funcionava da mesma forma a vida toda, e nela a pessoa se aposentava, e isso era lindo!
Hoje as coisas mudam muito rápido, não basta só aprender informática, a cada hora tem um programa novo pra aprender, se a pessoa não for resistente e não gostar de desafios, está perdida, está fora do mercado.


A música ‘Volta por Cima’, de Paulo Vanzolini, tem muito a ensinar sobre Resiliência. O refrão diz: "Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. É disso que falamos hoje, dar a volta por cima.


Lembram do Lars Grael, aquele esportista que sofreu um acidente terrível? Numa entrevista lhe perguntaram sobre qual teria sido a lição aprendida desse episódio, Lars Grael disse: "O erro das pessoas, em geral, é se voltar para trás. Comparar o agora com o que tinham antes. Se eu fosse comparar minha vida anterior com a vida que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta ficar olhando para trás. Temos que lidar com o "aqui e agora”.


Cada um de nós tem um ponto frágil que precisa ser cuidado com mais atenção.
Quando alguma parte da vida esta aborrecida, sem graça ou difícil de ser contornada, é sinal de que precisa de dar mais atenção a essa parte, mas tem gente que quando tem um problema vira avestruz, enfia a cabeça no buraco e espera o problema passar, mas não passa.


Se você perceber alterações de humor, de disposição para suas atividades, aumento de tensão e diminuição da alegria de viver, você precisa parar e ver o que pode fazer para mudar isso.
E não vai ser na farmácia mais próxima que você vai comprar uma vida mais bacana. É preciso conquistar, com esforço, a alegria de viver, e as lições estão dentro de você, basta saber ler estas lições.
Não consegue sozinho, pense na possibilidade pedir ajuda a um profissional, pense em você fazer sua terapia
Desenvolva resiliência porque uma pessoa resiliente não se abate com facilidade, não culpa os outros pelos seus fracassos, ela luta.
Pensamentos como tudo é difícil, “não consigo mudar o rumo da minha vida” ou “ninguém faz nada por mim”, esses pensamentos são os que te derrubam, mas se você não consegue se livrar deles, precisamos fazer alguma coisa, o que não pode é ficar parado esperando a vida passar.


A gente sabe que toda mudança pode trazer insegurança, medo do novo, bate aquela vontade de manter o velho e confortável conhecido, claro é mais confortável.  Mas se você não fizer nada a tendência é de que os problemas fiquem cada vez piores a cada dia que passa, vão surgindo sintomas, de angústia, depressão, distúrbios psicossomáticos,
O autoconhecimento é a base para qualquer mudança de vida e, a ajuda de um psicólogo facilita esse processo.


Na vida, podemos ser problema, ou solução. Se você for só o problema, ninguém vai gostar de ficar do seu lado, porque você vai ser uma pessoa amarga. Mas, se você for solução, aí vai ter a chance de conquistar a maturidade com sabedoria. Cada um escolhe o seu caminho!
Resiliência pra quê?
Na vida é preciso desenvolver a resiliência para conseguir ultrapassar as fases de, adolescência, sair da fase adulta e ir para velhice, mudanças como de solteiro para casado, emprego novo, divorcio, aposentadoria, etc.


Quem não tem resiliência é o chamado "homem de vidro", que é aquele que se "quebra” diante de qualquer pressão. E olha que tem gente que se quebra com pressões bem estranhas, se quebra porque está chovendo, se quebra porque o filho vai viajar, porque tem que mudar de horário na faculdade, porque levou o fora da namorada.


Diante deste quadro, não há como deixar de sentir-se apequenado. O desânimo comparece em ombros arqueados e olhos sem brilho que pedem para derramar lágrimas. Então, choro.
Esse é um exemplo de não resiliência.
Eu aprendi que não adianta brigar com problemas. Se a gente não enfrenta, acaba sendo destruído por eles.


E quando você não soluciona de forma adequada, ele volta, volta e lhe dá uma rasteira maior ainda.
A felicidade, como já mencionou um grande autor, não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio.
A felicidade são grandes problemas bem administrados.
O importante é aprender a combater as doenças da mente. Esse é o trabalho da terapia. Percebe-las, identifica-las, respeita-las e, aniquilá-las.
Mas nem tudo está perdido para você que perde o controle diante do primeiro obstáculo.
É possível desenvolver essa característica.

terça-feira, 25 de março de 2014

O QUE É AUTISMO?


O Autismo é um termo geral usado para descrever um grupo de transtornos de desenvolvimento do cérebro, conhecido como “Transtornos do Espectro Autista” (TEA). O TEA são um conjunto de manifestações que afetam o funcionamento social, a capacidade de comunicação, implicam em um padrão restrito de comportamento e geralmente vem acompanhado de deficiência intelectual. O TEA é constituído pelo Autismo, a síndrome de Asperger e pelo transtorno global do desenvolvimento sem outra especificação. Nos manuais de classificação esses quadros estão localizados dentro do capítulo dos transtornos globais do desenvolvimento (TGD), que inclui além dos TEA, a síndrome de Rett e o transtorno desintegrativo. 

Em comum, as pessoas que fazem parte do TEA apresentam dificuldades em entender as regras de convívio social, a comunicação não-verbal, a intencionalidade do outro e o que os outros esperam dela. Com essas dificuldades funcionais, o impacto na eficiência da comunicação é muito grande, fazendo com que o desenvolvimento do cérebro social mantenha-se cada vez mais insuficiente para exercer as funções necessárias para a interação social.
Os sintomas do autismo normalmente permanecem com a pessoa durante toda a sua vida. Uma pessoa pouco afetada pode parecer apenas um tanto diferente e ter uma vida normal. Uma pessoa gravemente afetada pode ser incapaz de falar ou cuidar de si mesma. A intervenção precoce pode fazer uma grande diferença no desenvolvimento da criança. A maneira como seu filho age e se comporta atualmente pode ser muito diferente de como ele agirá e se comportará no futuro.
Atualmente não existe um teste médico específico para o diagnóstico de autismo. O diagnóstico baseia-se na história de vida do paciente, no comportamento observado em diversas situações e em testes educacionais e psicológicos. Como os sintomas do autismo variam, as vias para a obtenção do diagnóstico também variam. Em algumas crianças são identificados atrasos no desenvolvimento antes delas serem diagnosticadas com autismo e assim podem receber intervenção precoce ou serviços de educação especial.
Evidências recentes sugerem que os primeiros sinais do autismo podem ser vistos em crianças bem novas, com 8 a 10 meses de idade: podem ser mais passivas, mais difíceis de acalmar ou não reagem quando alguém chama seu nome. Algumas crianças com autismo apresentam, por volta de um ano de idade, prejuízos de orientação ao estímulo social (ex: orientação social, de atenção compartilhada, de interação social e de antecipação, de balbuciar, de gestos, de pronúncias de palavras e de imitação). Alguns desses primeiros sinais podem ser notados pelos pais, outros podem apenas ser observados com a ajuda de um clínico especialista.
Os diagnósticos de TGD e autismo baseiam-se, atualmente, nos critérios internacionais propostos pelo CID (Classificação Internacional de Doenças) e pelo DSM (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders). A inclusão do diagnóstico de autismo, como um transtorno de desenvolvimento, ocorreu somente na terceira edição do DSM, em 1980, definindo o autismo como um “grave distúrbio do desenvolvimento, que compromete diferentes áreas do comportamento de forma difusa e em caráter permanente”. 
Fonte: Autismo & Realidade

quarta-feira, 19 de março de 2014

Esperando o segundo filho e PREPARANDO o primeiro!



Esse é um momento muito especial na vida da família, a chegada de um novo filho!
Nesse caso, que já existe o primeiro filho, os pais já não são mais inexperientes na maternidade/paternidade, mas o filho mais velho, terá que passar por algumas adaptações e, a principal, e muito importante para ele, é a de dividir o amor dos pais, além do espaço, quarto, brinquedos e enfim deixar de ser único.

É na gravidez que começa a transformação.Importante: as visitas que vão conhecer o bebê devem também enxergar o filho mais velho que está ali esperando uma atenção!Os sentimentos de: raiva, agressividade, ciúmes, são sentimentos normais e não devem ser simplesmente repreendidos. Eles devem ser entendidos e elaborados.
Temos que ter em mente que é essencial ajudar o primogênito a passar por esse momento, que não será simplesmente um presente aquele irmãozinho que vai nascer, como as vezes comentam os pais entre si, pode ser um presente a longo prazo, mas no início existem aspectos importantes para serem entendidos, para que a criança possa elaborar bem esse momento.
Mostre que ele também já esteve na barriga, reveja os exames, fotos de quando ele nasceu, vídeos de bebê e o ajude a entender que ele já passou por isso, além de ajudá-lo a entender o que você está passando agora.
Se existirá alguma mudança abrupta na vida do primeiro filho, é recomendado ainda que ela aconteça antes da chegada do segundo, para que ele não faça associações negativas, do tipo, fui para a escola porque ele chegou, ou ainda não se sinta rejeitado. É importante, para o primeiro filho, tentar manter a rotina dele o mais próximo do que era, para que ele não se sinta inseguro com grandes mudanças, pelo menos nos primeiros meses.
Envolver o seu filho na gravidez e nas atividades diárias do novo bebê não significa exatamente atribuir responsabilidades ao seu pequeno. As responsabilidades do bebê, bem como a decisão de tê-lo, devem ser do casal, e não “jogadas ao primogênito”. Peça para que ele busque uma fralda para você trocar o bebezinho, provavelmente ele se sentirá importante em participar, de uma maneira autônoma.
Algo importante também é falar sobre as visitas, que entram por vezes, passam pelo irmão mais velho, não dizem nada e vão direto ao quarto do bebê. A maioria dessas pessoas enxergam apenas o bebê naquele momento e se esquecem da outra criança. Dê dicas aos visitantes, inserindo sempre no contexto o primogênito, chame-o para mostrar o bebê, valorize coisas novas que ele tem aprendido, elogie seus avanços, envolva-o no assunto, e logo a visita perceberá e entrará no clima.
Não se esqueça, o mais velho, precisa se sentir amado, e isso não é qualitativo ou quantitativo, tudo depende da percepção de amor dele. As vezes o casal comenta que está dando muito amor ao filho, mas isso é a percepção do casal e não do filho. Tenha paciência e muito amor para enfrentar esse momento, entenda que é delicado para o seu filho e tente tranquilizá-lo, pois se ele sentir que você está ansioso e inseguro, ficará assim também.
Você pode ajudar a criança a falar sobre esses sentimentos, mesmo que na linguagem dela, para que ela possa desabafar. Mas seja firme, imponha limites, eles podem não ter a real percepção das consequências, de suas ações de agressividade por exemplo com o bebê. Mostre sempre as vantagens de ser o irmão mais velho, que ele já sabe andar, falar, brincar, correr, que ele já vai para a escola e que poderá ajudar o irmãozinho a fazer tudo isso que ele já sabe. E reserve uma parte do dia para que ele ainda receba a atenção exclusiva, mesmo em menos quantidade.
E as investigações em psicologia familiar nos ajudam ainda a tranquilizar sobre as vantagens de se ter irmãos, sabia que a relação entre irmãos tem uma influência considerável no nosso desenvolvimento social e emocional enquanto adultos? É com os irmãos é que se aprende a complexa dinâmica de viver em sociedade, em que se é necessário  fazer concessões, perseverar, lutar por seus direitos e conviver.
Dra. Fabiana Faggiani / Psicóloga Clínica

segunda-feira, 17 de março de 2014

AMAR NÃO É PARA TODOS


O filósofo e escritor francês Albert Camus disse uma vez que o único tema filosófico que valia a pena era o suicídio. Às vezes, por outras razões, me ocorre que o único tema relevante sobre os relacionamentos cabe numa única pergunta: você é capaz de amar alguém que retribua os seus sentimentos? A resposta automática a essa pergunta, em quase 100% dos casos, é afirmativa. “Claro que sim”. Mas, espere um pouco. Aproveite o momento solitário em frente desta tela e considere, sem risco de ser descoberto: você já gostou de alguém a ponto de deixar algo de lado por ele ou por ela? Já se percebeu duradouramente conectado a outro ser humano, de forma que ele deixasse de ser um estranho? Já sentiu que vida de alguém o preocupava – e o atingia - quase como se fosse a sua própria vida?

Quem consegue dizer sim a isso tudo e não está numa relação imaginária – ou platônica – com a pessoa do andar de cima, parabéns. Ao contrário do que diz a lenda, esse negócio de amor não é para todo mundo. Se houvesse um teste emocional capaz de medir nossas emoções, acredito que ele mostraria que boa parte da humanidade não consegue estabelecer relações românticas profundas e duradouras.
Penso no sentimento geral de que é bom estar na companhia da sua pessoa, em vez de estar com qualquer outra. Penso em passar um dia, uma semana, um mês, sem cogitar em cair fora. Imagino um período, qualquer que ele seja, sem que os sentimentos e as sensações se voltem para fora da relação, em busca de horizontes que não estão lá. Quando eu falo em amor, penso em satisfação, ainda que temporária. Quem passa no teste? Não muitos, imagino. O que nos leva de volta ao primeiro parágrafo e à capacidade de amar, que raramente é confrontada. Por alguma razão inexplicável, estamos acostumados a atribuir o sucesso ou fracasso dos nossos relacionamentos apenas aos outros. Ela não me quer, não corresponde meus sentimentos, não é constante. Ou talvez seja algo na atitude dele, na maneira como fala, toma sopa ou ganha a vida que fez com que eu me afastasse.
Em poucas palavras, nossos sentimentos parecem depender apenas do que o outro faz ou é, não de nós. Isso acontece desde o início. Aos 13 ou 14 anos, quando nos apaixonamos pela primeira vez, a “causa” da paixão é o outro. Sua beleza, seu comportamento, seu sorriso. Achamos que vem tudo de fora. Nem reparamos na elaboração interna do nosso sentimento. Não perguntamos o quê, na nossa personalidade, faz o outro tão atraente. Damos de barato que aquela pessoa é responsável pelo que sentimos, embora os sentimentos emanem de nós. Essa exteriorização prossegue pelo resto da vida. Quando as coisas não dão certo – no casamento, no namoro, no caso – rapidamente culpamos o outro e partimos para a reposição, sem investigar nossos sentimentos. Trata-se apenas de procurar com afinco até encontrar a pessoa certa.
Mas existe pessoa certa para quem não consegue transpor a barreira de si mesmo e criar uma conexão duradoura com o outro? Temo que não. Minha impressão é que aprender a amar é trabalho para a vida inteira. Exige abrir mão do egoísmo, que é imenso. Supõe a capacidade de se encantar com aquilo que não é apenas um reflexo de nós. É essencial, sobretudo nos homens, superar o fascínio boçal pela aparência, que em muitos casos funciona como um sinal de trânsito indicando o caminho para a pessoa errada. Ao final, como tantas outras coisas na vida, também essa precisa de tempo e de atenção.
Tempo para se conhecer e perceber suas próprias dificuldades. Atenção para não se perder em falsas questões. No frigir dos bolinhos, o problema não deve ser apenas a imperfeição do outro, que existe e é imensa. O problema talvez seja a sua, a minha, a nossa incapacidade de superá-la. De amar, apesar dela.
Autor: Ivan Martins, editor-executivo Época.
Fonte: Epoca




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Conheça a diferença entre Psicólogo, Psiquiatra, Psicanalista

O termo “psi”, bastante utilizado pelas pessoas, muitas vezes pode ser permeado de confusão quanto aos significados, principalmente quando se refere aos profissionais indicados por este termo: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista.



O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras.O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.

Por Patrícia Lopes